Anistia exige libertação de líder democrática em Mianmar

No 62.º aniversário da ONU, organização faz apelo pela soltura dos presos políticos do regime militar do país

Efe,

24 de outubro de 2007 | 08h47

A Anistia Internacional exigiu nesta quarta-feira, 24, a "imediata libertação" da vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi e outros "presos de consciência" em Mianmar. No dia em que as Nações Unidas comemoram seu 62.º aniversário, a líder da Liga Nacional da Democracia completa 12 anos de prisão domiciliar no país. Vencedora do prêmio Nobel da Paz, Suu Kyi é "um símbolo da resistência política em Mianmar, e sua libertação incondicional seria um grande passo à frente", afirma Irene Khan, secretária-geral da Anistia Internacional, citada no comunicado. A Anistia Internacional exigiu ainda a imediata libertação de milhares de pessoas detidas recentemente por participar de protestos pacíficos, assim como presos de consciência que estão detidos há muitos anos. O órgão vinculado à ONU alertou que a comunidade internacional deve manter suas pressões e sua vigilância para que as autoridades birmanesas dêem passos concretos, com resultados tangíveis, como a soltura de todos os presos de consciência. A libertação é imprescindível para determinar se as autoridades birmanesas são sérias quando dizem querer cooperar com as Nações Unidas. Segundo a AI, as atuais práticas de detenções secretas e as informações sobre maus-tratos e torturas, além das sentenças em juízos fechados, parciais e atrás das grades, provam que as autoridades de Mianmar não pretendem colaborar com a organização. "A melhora na situação dos direitos humanos em Mianmar não pode esperar o fim do processo político. As autoridades devem libertar imediatamente todos os presos, permitir a visita de observadores independentes aos centros de detenção e deixar de condenar manifestantes", secretária-geral da Anistia. Manifestações de apoio à vencedora do prêmio Nobel da Paz e outros presos políticos estão marcadas para esta quarta-feira em Brasília e outras cidades de todo o mundo, como Londres, Berlim, Paris, Washington, Nova York, Sydney e Cidade do Cabo. Jornalistas libertados A junta militar de Mianmar libertou dois jornalistas que haviam sido detidos durante a repressão das manifestações pacíficas antigovernamentais, mas várias pessoas continuam presas.  Os profissionais soltos são Nay Linn Aung e Win Ko Ko Latt, ambos funcionários de revistas de circulação nacional, segundo a imprensa tailandesa. A família do porta-voz da Liga Nacional para a Democracia (LND) denunciou nesta quarta que o estado de saúde de Myint Thein piorou nos últimos dias. Ele está retido no presídio de Insein, nos arredores de Rangun e não estaria recebendo assistência médica. "As autoridades da penitenciária não aceitam remédios para Thein porque dizem que não está lá. Mas pessoas que foram retidas ali recentemente confirmaram que ele está preso", disse um membro da família à rádio birmanesa Mizzima.

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