Anistia Internacional adverte sobre crimes de guerra

A Anistia Internacional (AI) denunciou em Londres que "estão sendo cometidos muitos crimes de guerra" por ambas as partes do conflito durante a campanha militar da coalizão anglo-americana no Iraque. "Os bombardeios à rede de televisão iraquiana não podem ser justificados simplesmente porque são utilizados como parte da propaganda de guerra. (Isto) é inaceitável, e todo alvo civil está protegido pela lei humanitária internacional", disse Claudio Cordone, diretor de Leis Internacionais da AI.A organização, que luta pelos direitos humanos no mundo, manifestou também que "qualquer ataque a civis é um crime de guerra. Os EUA devem dar explicações por estes ataques inaceitáveis", acrescentou Cordone. O representante da AI destacou que "houve informações de que militares iraquianos utilizam a população civil como escudos humanos". Em relação aos prisioneiros de guerra, a AI pediu aos EUA, à Grã-Bretanha e ao Iraque que "tratem todos os prisioneiros de guerra de acordo com as normas da Terceira Convenção de Genebra". "Não devem ser submetidos a nenhum tipo de tortura nem constrangimento, e devem ser postos rapidamente em mãos da Cruz Vermelha Internacional", informou um comunicado oficial da AI, em Londres. A organização reiterou que os meios de comunicação "devem utilizar com dignidade as imagens dos prisioneiros de guerra, seja do lado iraquiano, seja do lado da coalizão". A Anistia Internacional também expressa muita preocupação "com a falta d´água entre a população civil de Basra, ao sul do Iraque, que desde a sexta-feira à tarde (da semana passada) não recebeu água potável. Tanto as autoridades dos EUA como as iraquianas devem permitir o restabelecimento da distribuição de água", diz o comunicado. Veja o especial :

Agencia Estado,

28 de março de 2003 | 17h29

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