Anistia Internacional cobra solução para presos de Guantánamo

Centenas de supostos combatentes do Taleban e da Al-Qaeda, detidos numa base naval dos EUA em Cuba, devem receber acusações formais ou ser soltos, recomendou a Anistia Internacional (AI), no primeiro aniversário do confinamento. Em comunicado, a AI assinala que os prisioneiros, alguns dos quais encontram-se em Guantánamo desde 11 de janeiro de 2002, caíram num ?buraco negro legal?, já que lhes foi negado o acesso aos tribunais e a advogados, e enfrentam a ameaça de corte marcial.?Este limbo legal representa uma violação continuada dos padrões de direitos humanos, que não devem ser esquecidos pela comunidade internacional?, diz a entidade.Mais de 600 prisioneiros, de 40 países, em sua maioria capturados pela forças americanas no Afeganistão, encontram-se detidos no Campo Delta, um complexo de segurança máxima dentro da base.Os Estados Unidos encaram os presos como ?combatentes clandestinos?, e se vêem no direito de retê-los durante o período de interrogatório, e enquanto funcionários americanos decidem o que fazer com eles. Até o momento, nenhum dos prisioneiros de Guantánamo foi acusado ou julgado.Alguns dos detidos foram repatriados para o Afeganistão ou o Paquistão, após serem inocentados de terrorismo.

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