Anistia Internacional critica governo colombiano

A Anistia Internacional (AI) advertiu que a política de segurança adotada pelo presidente colombiano, Alvaro Uribe, "arrastará os civis ainda mais ao conflito (e) consolidará um muro de silêncio atrás do qual podem-se cometer impunemente" violações dos direitos humanos. Em um documento de 26 páginas intitulado "Colômbia, segurança a que preço?", a AI critica algumas iniciativas oficiais, como as zonas de reabilitação e consolidação, a adoção do estado de comoção nacional, a chamada "rede de informantes" e o serviço militar para camponeses.O informe, apresentado com antecedência ao governo Uribe, foi entregue hoje em Bogotá a jornalistas dos meios nacionais e internacionais, para marcar o Dia Universal dos Direitos Humanos.Embora o documento tenha sido enviado ao governo, o presidente Uribe se "absteve" de receber os membros da delegação da AI por "razões desconhecidas", segundo Javier Zuñiga, diretor de estratégias da AI.Em entrevista coletiva, os delegados da AI defenderam o direito do Estado de adotar "leis que permitam reprimir" o terrorismo, mas insistiram na necessidade de fazê-lo com garantias individuais e coletivas.Várias das críticas feitas pela Anistia e por outros organismos vêm sendo respondidas pelo governo Uribe, em temas relacionados principalmente ao estado de comoção e às zonas de reabilitação e às detenções de suspeitos por atos terroristas.

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