Anistia Internacional critica violência política extrema no Egito

ONG defende investigação independe sobre massacre de opositores

O Estado de S. Paulo,

10 de setembro de 2013 | 12h15

A Anistia Internacional defendeu nesta terça-feira, 10, uma investigação independente sobre as mortes cometidas por forças de segurança no Egito, e também sobre torturas e violações da liberdade de expressão e reunião.

O grupo disse ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que a derrubada do presidente Mohamed Morsi por militares, em julho, desencadeou um "nível extremo de violência política".

"Entre 14 e 18 de agosto, pelo menos 1.089 pessoas foram mortas, muitas devido ao uso de força letal excessiva, flagrantemente desproporcional e injustificada por parte das forças de segurança", disse Peter Splinter, representante da Anistia em Genebra.

A Anistia disse também que as forças de segurança foram incapazes de evitar ou conter uma onda de ataques sectários contra os cristãos coptas, que compõem 10 por cento dos 85 milhões de egípcios.

"A escala das violações aos direitos humanos, incluindo do direito à vida, o direito ao julgamento justo, o direito de ser livre da tortura, o direito à liberdade de expressão e assembleia, exige uma investigação urgente, imparcial, independente e completa", disse Splinter, acrescentando que os resultados do inquérito devem ser divulgados ao público. / REUTERS

Mais conteúdo sobre:
Golpe no Egito

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.