Anistia Internacional investiga tortura no Iraque

A Anistia Internacional (AI) anuncia que começou a investigar denúncias de que soldados americanos e britânicos teriam torturado prisioneiros de guerra no Iraque. A organização de defesa dos direitos humanos informou ter coletado depoimentos de 20 ex-detidos que disseram ter sido chutados e espancados durante os interrogatórios.Alguns deles eram civis detidos sob suspeita de participar de milícias iraquianas, disse a Anistia Internacional durante entrevista coletiva concedida em Londres. Um cidadão saudita denunciou ter sido torturado com choques elétricos.O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha alegou não ter sido informado pela AI sobre as acusações e insiste que os prisioneiros de guerra não foram maltratados. "Aqueles que foram detidos pelas forças britânicas foram tratados de acordo com as Convenções de Genebra. Também recebemos visitas regulares do Comitê Internacional da Cruz Vermelha", informou o ministério, por meio de um comunicado.A Cruz Vermelha Internacional é a depositária das Convenções de Genebra. "Se essas acusações existem, precisamos analisá-las e ver se podemos investigá-las", prosseguiu a pasta britânica. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) não se pronunciou sobre as acusações.

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