Layne Murdoch Jr.
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Anistia Internacional lista 100 maneiras como Trump ameaça os direitos humanos

Entre as práticas estão a construção do muro na fronteira com o México e a tentativa de pôr fim ao Obamacare

O Estado de S.Paulo

25 Abril 2017 | 21h26

WASHINGTON – Às vésperas dos 100 primeiros dias do governo de Donald Trump, a Anistia Internacional divulgou nesta terça-feira, 25, uma lista com 100 maneiras como o magnata tem tentado violar os direitos humanos nos Estados Unidos e no mundo.

“Esses primeiros cem dias mostram como a agenda de Trump é perigosa e servem como um guia de como parar isso e proteger os direitos humanos nos EUA e no mundo”, disse Margaret Huang, diretora-executiva na AI nos EUA.

A lista diz que o presidente ameaça os direitos humanos mesmo em ocasiões em que encontra “o bloqueio de um poderoso e crescente movimento de resistência”. “É incrível não só as maneiras como a administração Trump tem tentado negar liberdade, justiça e igualdade às pessoas, mas todas as maneiras como as pessoas impediram que isso acontecesse.”

Entre as ações listadas pela AI estão: práticas abusivas na aplicação da lei na fronteira com o México, que trata as pessoas que buscam asilo como criminosos; tentativas do governo de proibir a entrada nos EUA de pessoas vindas de países de maioria muçulmana e refugiados; restrições extremas de acesso das mulheres a serviços de saúde reprodutiva e eliminação de proteção a trabalhadores LGBT e estudantes transgêneros.

A lista inclui também exemplos das tentativas que foram bloqueadas em parte graças a uma massiva oposição política e popular. Entre elas, menciona o restabelecimento da tortura e novas detenções em Guantánamo, além da tentativa de tirar a cobertura médica das pessoas com o fim do Obamacare.

A organização acusa o governo norte-americano de ignorar os abusos dos direitos humanos em países como China, Egito, Rússia, Arábia Saudita e Filipinas, e excluir defensores dos direitos humanos nas conversas com outros líderes mundiais.

“Seja fechando nossas fronteiras, virando as costas para os refugiados, impedindo a entrada de muçulmanos nos EUA ou encorajando quem viola os direitos humanos ao redor do mundo, o presidente Trump parece decidido a avivar as chamas de conflito fora das fronteiras dos EUA ao mesmo tempo em que fecha a porta para quem foge da violência”, afirma Margaret Huang.

“As ameaças contínuas da administração Trump aos direitos humanos permanecem, mas também permanece a determinação de vencê-las”, disse.

A lista completa, em inglês, pode ser conferida aqui.

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