Anistia pede a candidatos que respeitem os direitos humanos

A Anistia Internacional (AI), uma das principais organizações não-governamentais (ongs) do mundo, pede aos candidatos à presidência no Brasil e aos governos dos Estados que, se eleitos, respeitem os direitos humanos e não apenas concentrem seus programas no combate à criminalidade."O combate ao crime nas cidades brasileiras aparece de forma explícita nos programas dos candidatos. Mas, na falta de garantias claras aos direitos humanos, existe o risco de que a guerra contra o crime se torne um cheque em branco para que as forças de segurança continuem aplicando técnicas repressivas e que levam a violações em larga escala dos direitos humanos", afirma a Anistia.Uma delegação internacional da ong está no Brasil nesta semana para encontros com os candidatos sobre a necessidade de se protegerem os direitos humanos. A Anistia alerta que, nos últimos anos, a tortura como método de investigação tem proliferado nas polícias do País.Sob pressão da sociedade por maior segurança, a AI argumenta que a polícia tem cada vez mais "feito justiça pelas suas próprias mãos". "As vítimas dessas práticas são os setores mais vulneráveis da sociedade brasileira, que ficam presos entre a violência dos grupos de crime organizado e do Estado", afirma a ong.Para a AI, o aumento dos índices de criminalidade no País é a prova de que a brutalidade da polícia não ajuda e não deve ser a tática utilizada pelo Estado. O problema, segundo a Anistia, é que a retórica utilizada pelos candidatos sobre o combate à violência não está focalizada na proteção aos direitos humanos.De fato, o respeito pelos direitos humanos tem sido mostrado como um fator que atrapalha a segurança pública. "Todos os candidatos devem declarar publicamente que a proteção aos direitos humanos é uma prioridade", completa AI.

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