Anistia pede por libertação de ativistas chineses que apoiaram protestos em Hong Kong

A China precisa soltar pelo menos 76 pessoas detidas no território continental por apoiarem os protestos pró-democracia em Hong Kong, antes do início, na semana que vem, da cúpula econômica Ásia-Pacífico em Pequim, disse o grupo de direitos humanos Anistia Internacional nesta sexta-feira. 

REUTERS

07 de novembro de 2014 | 11h26

Estudantes que cobram democracia total em Honk Kong, território controlado pela China, bloqueam as vias de acesso aos distritos mais importantes da cidade durante semanas, recebendo diversas críticas de Berlim e do governo local. 

Líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente chinês, Xi Jinping, vão se reunir para a cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), na capital chinesa. As reuniões preliminares já estão em andamento. 

“Líderes da Apec devem encerrar seu recente silêncio sobre a repressão contra ativistas chineses na China continental que expressaram apoio a manifestantes pró-democracia em Hong Kong. A conveniência política não deve superar a ação de princípios”, disse Roseann Rife, diretora de pesquisa da região do leste da Ásia da Anistia Internacional. 

“Estes líderes devem agarrar a oportunidade de falar e pedir para que o presidente Xi garanta que aqueles detidos apenas por exercerem seu direito de liberdade de expressão e livre associação sejam imediata e incondicionalmente liberados”, disse ela em comunicado. 

O Ministério de Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente a pedidos de comentários sobre a posição da Anistia. 

As pessoas foram presas por colocarem fotos online com mensagens de apoio, por planejarem ir a Hong Kong para participar dos protestos ou por rasparem suas cabeças em solidariedade, disse a Anistia. 

(Por Ben Blanchard)

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