Anistia pede que ONU divulgue mortes no Sri Lanka

A Anistia Internacional pediu hoje que Organização das Nações Unidas (ONU) informe o número de pessoas mortas nas últimas semanas vítimas da guerra civil no Sri Lanka. No documento, enviado na última sexta-feira, a Anistia informou que recebeu "testemunhos consistentes" que relatam a morte de milhares de civis, que teriam sido cometidos tanto por tropas do governo como os rebeldes de Tamil Tiger. A organização internacional de direitos humanos não informou, porém, quem fez os testemunhos sobre o abusos alegados.

AE-AP, Agencia Estado

30 de maio de 2009 | 18h41

Inicialmente, a ONU informou que 7 mil civis haviam morrido e que 16.700 pessoas ficaram feridas entre 20 de janeiro e 7 de maio. Entretanto, estas informações circularam apenas entre os diplomatas e não foram divulgadas publicamente pela organização. A Anistia destacou uma matéria do jornal britânico The Times, que reportou a morte de 20 mil civis somente na fase final do conflito, citando fontes da ONU não identificadas.

A organização negou os números publicados pelo The Times e disse que o número exato pode nunca ser conhecido, porque não há observadores independentes no território da Sri Lanka. "Este número não é de nenhum relatório da ONU e é mentira a alegação de que nós não estamos comunicando ou de que estamos escondendo informações", afirmou a porta-voz das Nações Unidas, Elisabeth Byrs à Associated Press, de Genebra.

Na semana passada, o governo do Sri Lanka informou que o conflito separatista de 25 anos havia sido encerrado com a morte do líder rebelde Velupillai Prabhakaran, encerrando sua liderança militar e política. A ONU estima que 80 mil a 100 mil pessoas morreram durante a guerra civil, que teve início em 1983.

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