ANJ repudia ação da polícia argentina na Cablevisión

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) emitiu ontem uma nota condenando a ocupação policial da sede da operadora de TV a cabo argentina Cablevisión, do Grupo Clarín.

O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2011 | 03h02

"A ANJ repudia com veemência a ocupação da TV a cabo Cablevisión pela polícia argentina, numa ação injustificada, marcada pela truculência, em mais uma iniciativa do processo intimidatório do governo daquele país contra os meios de comunicação independentes", diz o texto da organização brasileira.

"Tudo nesse episódio causa estranhamento e justifica preocupação: desde a ordem judicial originada fora de Buenos Aires, sede da Cablevisión, até a denúncia feita por um grupo empresarial concorrente e aliado do governo, que resultou na ocupação policial." O comunicado lembra ainda a ocupação da sede do jornal Clarín, em 2009, por fiscais da Receita Federal argentina, critica o projeto que amplia a participação do Estado na produção e distribuição de papel-jornal e cita uma "escalada de confronto e de intimidação contra os meios de comunicação não alinhados ao governo".

"É lamentável que as autoridades argentinas se aproximem cada vez mais das práticas atentatórias à liberdade de expressão que vêm se tornando comuns em outros países da América Latina", conclui o texto.

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