Annan acredita que hostilidades no Líbano estão perto do fim

O secretário-geral da ONU, Koffi Annan, disse esperar que nos próximos dias terminem as hostilidades entre Israel e a milícia Hezbollah, no Líbano, e defendeu a necessidade de uma força multinacional.Annan, em visita oficial à capital dominicana, disse que é "trágica" a situação causada pela guerra na região. Ele criticou os dois lados do conflito durante uma entrevista coletiva. "Falei com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, com o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, e com o presidente francês, Jacques Chirac, que têm trabalhado ao lado da ONU para deter os confrontos", disse o diplomata.Annan considerou injusto que mais de 1 milhão de civis israelenses e milhares de famílias no Líbano não possam dormir em paz. Ele qualificou de "desproporcional" e "excessiva" a resposta de Israel à milícia do Hezbollah, após a captura de dois soldados israelenses. "A maioria das vítimas é de civis inocentes, que não têm culpa destes conflitos. É preciso chegar a um acordo político com a ajuda da comunidade internacional", afirmou.Para Annan, o governo do Líbano deve desarmar todas as milícias em seu território, inclusive o Hezbollah, e governar sem a influência de outras nações. "A infra-estrutura do Líbano está sendo minada pela guerra, por isso é preciso repetir o pedido de um fim das hostilidades, que espero para os próximos dias", acrescentou Annan. Neste sábado, ele volta a Nova York.O diplomata defendeu que o Conselho de Segurança da ONU adote uma resolução exigindo o cessar-fogo imediato, e depois uma segunda resolução determinando o estabelecimento de uma força de paz multinacional. "Quando Israel se retirou do Líbano, em 2000, achávamos que uma situação como esta não se repetiria. Mas o Hezbollah tem que entregar as armas, da mesma forma que todos os grupos armados que atuam no Líbano", afirmou Annan.HaitiSobre o Haiti, que visitou na quinta-feira, afirmou que a ONU vai continuar "por um longo tempo" no país. Ele disse ainda que a República Dominicana não estará isolada na solução da crise haitiana. Annan, que chegou a Santo Domingo vindo de Porto Príncipe, disse que as Nações Unidas enviarão ao Haiti um grupo de 54 especialistas internacionais em criminalidade para fortalecer as instituições, o sistema judiciário e contribuir para a paz.

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