Annan anuncia que cessar-fogo começará na segunda-feira

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, anunciou neste sábado, 12, que o cessar-fogo entre Hezbollah e Israel entrará em vigor na próxima segunda-feira, dia 14 de agosto, às 07h (2h em Brasília).Em declaração distribuída em Beirute, Annan afirmou sentir-se "muito feliz" de anunciar que o Primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o Primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, concordaram que a suspensão das hostilidades e o final do conflito acontecerá no dia 14 de agosto.O secretário-geral solicitou a ambas as partes o fim imediato dos combates e indicou que "seria preferível que a luta cessasse agora para respeitar o espírito e a intenção da decisão do Conselho de Segurança", em referência à resolução 1701, aprovada na sexta-feira passada em Nova York.LíbanoNo sábado, o Governo libanês aprovou por unanimidade a resolução que reivindica a suspensão completa das hostilidades entre Israel e a milícia xiita libanesa do Hezbollah.Após mais de cinco horas de reunião em Beirute, o Executivo libanês - que tem a participação de dois ministros do Hezbollah - concordou em dar o sinal verde para o fim das hostilidades.Antes de começar a reunião do Governo, o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, havia mostrado seu mal-estar pela atitude de Israel, que intensificou sua ofensiva no sul do Líbano, e considerou que os novos ataques estavam criando "um alto grau de ceticismo" no país árabe.Em entrevista coletiva ao término da reunião do Governo libanês, o ministro de Informação, Ghazi Ahridi, indicou que todos os membros do Executivo aceitaram respaldar a resolução da ONU, "embora alguns expressaram certas reservas".Ahridi condenou a continuidade das "agressões israelenses", e qualificou o ocorrido de "terrorismo organizado que desafia o mundo, realizando um verdadeiro genocídio"."Há um conflito no Governo israelense, que estão tentando solucionar no Líbano", afirmou. "Caso a resolução seja aplicada, cada cidadão libanês poderá retornar com a cabeça erguida, e sem ser humilhado", afirmou.Embora não o tenha dito expressamente, Ahridi deu a entender que enquanto Israel continuar atacando o Líbano, o Hezbollah "continuará respondendo".O ministro rejeitou ainda que existam diferenças essenciais no Governo libanês, e que possa surgir um conflito interno no país. "O Líbano está unido, tanto frente ao exterior como no interior", disse.

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