Annan avalia progresso na retirada israelense

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, disse que Israel fez um progresso significativo na retirada de suas forças do sul do Líbano. Segundo Annan, Israel e o grupo Hezbollah cumpriram em sua maior parte a resolução da ONU que pôs fim ao conflito.No entanto, o secretário-geral da ONU afirmou que os 34 dias de conflito mergulharam o Oriente Médio na instabilidade novamente.O estopim para a invasão de Israel ao sul do Líbano foi a captura de dois soldados israelenses pelo Hezbollah em 12 de julho."Muito a ser feito"Conforme o correspondente da BBC na ONU, em Nova York, Mike Wooldridge, o relatório de Annan revela um retrato confuso do progresso feito desde que a Resolução 1701 da ONU, determinando o cessar-fogo, foi aprovada.Em seu relatório ao Conselho de Segurança, Annan ressaltou que ainda resta muito a ser feito após o conflito.Mas Annan afirmou que tanto Israel quanto o Hezbollah parecem determinados a sustentar o acordo. O secretário-geral disse, no entanto, que uma incursão israelense no sul do Líbano, realizada em 19 de agosto, havia sido uma "severa violação" do cessar-fogo.Annan afirmou que qualquer solução de longo prazo deve levar em conta as causas fundamentais do conflito. Disse ainda que espera que a força de paz da ONU no Líbano chegue a 5 mil homens (um terço do tamanho total previsto) até o final desta semana.Troca de prisioneirosAnnan pediu um fim aos vôos israelenses no espaço aéreo do Líbano. Também expressou preocupação com o perigo de bombas deixadas no sul do Líbano, que correm o risco de explodir. O secretário-geral da ONU sugeriu que o desarmamento do Hezbollah deveria ocorrer por meio de um processo político para restabelecer a autoridade do governo libanês sobre seu próprio território.A libertação incondicional dos dois soldados israelenses capturados pelo Hezbollah e a questão dos prisioneiros libaneses detidos em Israel são de vital importância, afirmou Annan.Na terça-feira, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que os dois soldados mantidos prisioneiros pelo grupo somente serão libertados caso um militante libanês preso em Israel há 27 anos também seja solto.Nasrallah disse que qualquer acordo com Israel deveria incluir Samir Qantar, condenado por diversas mortes depois de um atentado na fronteira em 1979.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.