Annan critica lógica de ataques preventivos

As Nações Unidas estão preparadas para desempenhar seu papel no Iraque, assegurou o secretário-geral da organização, Kofi Annan. Em seu pronunciamento na Assembléia-Geral, Annan denunciou o unilateralismo e a lógica do ataque preventivo (formulada pelos Estados Unidos), para justificar seu pedido de uma reforma profunda da ONU, "que lhe devolva a liderança como organismo encarregado de garantir a paz e a segurança mundial".O secretário-geral disse que o consenso alcançado há três anos, na "Assembléia do Milênio", sobre segurança coletiva, parece ter-se perdido. Enquanto para alguns países as novas ameaças, como o terrorismo, são o principal desafio para a segurança, para outras nações esse desafio encontra-se na persistência da extrema pobreza, na disparidade de renda, na propagação de enfermidades contagiosas, afirmou."A ONU deve enfrentar tudo isso", insistiu Annan, acrescentando que todos parecem concordar que o terrorismo e as armas de destruição em massa não são problemas apenas dos países ricos. "Onde parece que não estamos de acordo é como responder a essas ameaças", assinalou, recordando que, desde a fundação da ONU, os Estados têm tentado enfrentar os desafios mediante a "contenção e a dissuasão". Até agora estava implícito que quando um Estado ia mais longe e decidia usar a força, necessitava da "legitimidade única" conferida pela ONU.

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