Annan culpa Israel por maior parte das violações do cessar-fogo

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, culpou Israel pela maior parte das violações do cessar-fogo no sul do Líbano ocorridas nas últimas semanas. Annan - que está em viagem a diversos países do Oriente Médio - fez as declarações sobre Israel na terça-feira em Jerusalém, onde se encontrou com o ministro da defesa israelense Amir Peretz.Ele disse também que o bloqueio naval e aéreo imposto por Israel aos libaneses é humilhante e pediu que as restrições sejam abandonadas o mais rápido possível. De acordo com o secretário-geral, o número de tropas da ONU no sul do Líbano deve ser duplicado em breve - chegando a cinco mil soldados.Nesta quarta-feira, Annan tem encontro marcado com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. A viagem do secretário-geral da ONU ao Oriente Médio tem o objetivo de consolidar o cessar-fogo entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, que pôs fim ao conflito de quatro semanas. No encontro com Peretz, Annan ouviu protestos do ministro de Defesa israelense sobre o transporte de armas sírias para o Líbano. Peretz também disse que o Irã é uma ameaça na região.Sobre a ocupação do sul do Líbano, o ministro afirmou que as tropas israelenses só deixarão o local depois que as forças da ONU assumirem com contingente ?razoável? a segurança da região.Antes do encontro com Peretz, na terça-feira, Annan reuniu-se com as famílias dos soldados israelenses Ehud Goldwasser e Eldad Regev.Eles foram capturados no dia 12 de julho pelo Hezbollah. A captura foi o estopim do conflito entre Israel e o Hezbollah, no sul do Líbano, que matou mais de 1,1 mil libaneses e 159 israelenses em 34 dias.Annan disse aos parentes dos soldados que continuará lutando pela liberdade dos dois. Ele pediu ao Hezbollah que libere os soldados rapidamente. De acordo com Benny Regev, irmão de Eldad, o secretário-geral prometeu fazer "tudo que está ao seu alcance" para ajudar na libertação dos soldados. Depois da viagem ao Líbano e a Israel, Annan segue para o Irã e para a Síria.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.