Annan deixa mediação da ONU para Síria; EUA culpam Assad

O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan culpou o ato de "apontar dedos e falar mal" dentro do Conselho de Segurança da ONU entre as razões para sua decisão desta quinta-feira de renunciar ao cargo de enviado especial da ONU e Liga Árabe para a Síria.

Reuters

02 de agosto de 2012 | 15h11

"O mundo está cheio de gente louca como eu. Portanto, não se surpreenda se o secretário-geral Ban Ki-moon puder encontrar alguém que possa fazer um trabalho melhor do que eu", afirmou Annan quando lhe perguntaram se achava que alguém iria ser nomeado para sucedê-lo na mediação na Síria.

"Pode haver outros planos, outras abordagens que podem funcionar de forma bastante eficaz", disse ele, acrescentando que, nesta fase, o foco ainda deve estar em uma transição política, o que significa que o "presidente (Bashar) al-Assad terá que sair mais cedo ou mais tarde".

Depois da renúncia de Annan, a Casa Branca afirmou que a saída dele foi o resultado da recusa de Assad de cumprir o plano de paz apoiado pela ONU e da negativa da Rússia e da China de responsabilizarem Assad no Conselho de Segurança da ONU.

Recentemente o governo do presidente Barack Obama começou a mudar seu foco da diplomacia, que está emperrada na ONU, para o aumento do apoio aos rebeldes na Síria.

Após a renúncia de Annan, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, insistiu que os EUA continuam comprometidos com a crença de que "Assad tem de sair", mas enfatizou que a ajuda dada pelo governo norte-americano aos rebeldes não chegará ao ponto de lhes fornecer armas.

(Reportagem de Tom Miles)

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