Mark Garten/ONU/Efe
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Annan diz que Assad respondeu a propostas, mas ainda há dúvidas

Enviado da ONU e da Liga Árabe se reuniu com líder sírio para negociar saída da crise de violência

Reuters

14 de março de 2012 | 09h07

GENEVA - O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, recebeu uma resposta do presidente Bashar Assad sobre as propostas para uma solução diplomática para a crise de violência no país árabe apresentadas no final de semana, disse seu porta-voz nesta quarta-feira, 14. O representante, porém, afirmou que algumas questões ainda precisam ser esclarecidas.

 

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"O enviado especial, Kofi Annan, recebeu uma resposta das autoridades sírias. O enviado tem perguntas e está buscando as respostas", disse o Ahmad Fawzi, porta-voz de Annan, em Genebra. "Mas dada a grave e trágica situação, todos precisam perceber que o tempo é fundamental. Como ele disse, a crise não pode se estender", completou.

 

Fawzi disse anteriormente que as propostas de Annan, feitas a Assad durante reuniões em Damasco, incluíam a completa paralisação das hostilidades do Exército sobre os insurgentes, a criação de rotas de acesso humanitário e o início do diálogo político com a oposição.

 

Annan, ex-secretário-geral da ONU, também se reuniu com figuras da oposição síria, além de ter conversado com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com as lideranças da Liga Árabe e com os chanceleres da Rússia e da Arábia Saudita, todos envolvidos nas negociações para o fim da violência na Síria.

 

Na segunda-feira, Fawzi divulgou um comunicado no qual Annan dizia que o processo de negociações para uma solução diplomática havia começado e estava "no caminho certo".

 

Ataques

 

As negociações, porém, não fizeram com que Assad cessasse os ataques aos opositores. Tropas leais ao regime conduziram ataques pesados contra a cidade de Deraa, no sul do país, nesta quarta, retomando o controle de áreas até então dominadas pelos rebeldes.

 

A revolta contra o regime de Assad na Síria começou em março de 2011 e, segundo a ONU, já deixou mais de 7,5 mil civis mortos. O governo de Damasco culpa "grupos armados terroristas" pelo caos instaurado no país. 

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