Annan diz ter chegado a acordo com Assad sobre Síria

O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, renovou as expectativas de paz em território sírio. Annan disse que chegou a um acordo com o presidente Bashar Assad e que vai conversar com os líderes rebeldes. Na tarde desta segunda-feira, Annan viajar para o Irã, importante aliado da Síria, para conversar com os líderes iranianos.

AE, Agência Estado

09 de julho de 2012 | 11h19

Annan é o formulador de um plano internacional para encerrar a crise na Síria, que já dura 16 meses. Tudo começou com protestos pacíficos pedindo reformas, mas se transformou numa sangrenta insurgência para derrubar Assad. Com o crescimento da violência e o fracasso dos esforços diplomáticos, Annan disse que o Irã deve tomar parte de uma solução para o conflito.

"Nós chegamos a um acordo sobre uma abordagem que eu vou compartilhar com a oposição armada", disse Annan aos jornalistas após uma reunião de duas horas com Assad, descrita por ele como "sincera e construtiva".

"Eu também destaquei a importância de seguir adiante com o diálogo político, e o presidente aceitou", disse ele. Annan não divulgou detalhes sobre o acordo.

A televisão estatal iraniana disse que Annan chegará a Teerã ainda nesta segunda-feira.

Em entrevista ao jornal francês Le Monde, publicada no sábado, Annan reconheceu que os esforços da comunidade internacional para encontrar uma solução política para a violência na Síria fracassaram. Ele acrescentou que é necessário mais atenção aos papel que do Irã, antigo aliado da Síria, afirmando que Teerã "deve ser parte da solução".

Não está claro qual seria o papel que Annan prevê para o Irã, leal aliado da Síria que tem apoiado Assad durante toda a crise. As ligações próximas entre Irã e Síria podem tornar o país um interlocutor do regime, embora os Estados Unidos tenham se recusado a permitir que a República Islâmica participe de conferências sobre a crise síria.

O plano de paz de seis pontos de Annan deveria ter sido iniciado com um cessar-fogo em meados de abril e seria seguido por um diálogo político. Mas a trégua nunca aconteceu e cerca de 300 observadores enviados para monitorar o cessar-fogo estão agora confinados em seus hotéis, por causa da crescente violência.

"O presidente Assad assegurou a mim o compromisso do governo com o plano de seis pontos. Obviamente, ele deve fazer isso de uma maneira a melhorar a situação", disse Annan aos jornalistas nesta segunda-feira. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
SíriaAnnanAssadacordo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.