Annan fala sobre Síria ao Conselho de Segurança na sexta-feira

O enviado especial conjunto da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, irá discursar para o Conselho de Segurança na sexta-feira sobre sua missão de paz para a Síria, onde protestos pró-democracia se transformaram em uma sangrenta turbulência.

MICHELLE NICHOLS E LOUIS CHARBONNEAU, REUTERS

14 de março de 2012 | 13h47

Diplomatas do conselho dizem que a avaliação de Annan sobre a crise será crucial para uma proposta dos Estados Unidos e de seus aliados europeus para aprovar uma resolução contra o país. A Rússia e a China vetaram por duas vezes esboços de resoluções condenando a Síria.

Espera-se que as negociações sobre uma nova resolução sejam aceleradas após o discurso de Annan, afirmaram diplomatas. Ainda não está claro se a Rússia apoiaria a resolução sobre a Síria, onde protestos contra o presidente Bashar al-Assad começaram há um ano.

O governo sírio afirmou nesta quarta-feira que respondeu positivamente às propostas de Annan para acabar com a escalada de violência que matou milhares de civis. O porta-voz de Annan disse que a resposta do país ainda gerava dúvidas.

A ONU estima que forças de segurança sírias mataram mais de 7.500 pessoas. A Síria disse em dezembro que "terroristas" mataram mais de 2.000 soldados e policiais.

O ex-secretário-geral da ONU, que irá falar para o conselho por meio de uma vídeo conferência, encontrou-se com Assad em Damasco no fim de semana e destacou propostas que incluem o fim dos confrontos, acesso humanitário e o início de um diálogo político com a oposição.

O secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, apelou a Assad na segunda-feira para agir sobre as propostas de paz nos próximos dias.

No Conselho de Segurança, a Rússia, apoiada pela China, se opôs vigorosamente a ações contra o governo sírio por parte das 15 nações que compõem o conselho por mais de seis meses.

Os dois países com poder de veto prometeram impedir que Estados Unidos, França e Grã-Bretanha busquem uma alteração ao estilo no regime na Síria como ocorreu na Líbia. A Síria é um forte aliado da Rússia e sedia o único porto da Marinha russa para águas quentes fora da antiga União Soviética.

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