Annan pede a Sharon fim de ataques a palestinos

O secretário-geral da Organização dasNações Unidas (ONU), Kofi Annan, pediu hoje, aoprimeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, que "detenha oataque contra a Autoridade Palestina". Annan também pediu aolíder palestino, Yasser Arafat, que aceite a proposta decessar-fogo apresentada pelo enviado norte-americano, AnthonyZinni. Uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU,convocada a pedido dos palestinos e de representantes de paísesárabe, foi encerrada hoje meia hora após seu início, sem quenenhuma medida fosse divulgada. Os países árabes também pressionam para que a ONU condeneIsrael por violações aos direitos humanos do povo palestino.Logo após os ataques de hoje do Exército de Israel, diplomatasdos países árabes começaram a articular a possibilidade de a ONUparalisar as atividades da Comissão de Direitos Humanos para arealização de uma sessão especial em Genebra para debater oconflito. A idéia dos árabes, liderados por Síria e Argélia, é de que aComissão de Direitos Humanos se dedique exclusivamente àsituação no Oriente Médio. O objetivo da reunião seriaestabelecer medidas para evitar que o Exército israelensecontinue atacando civís palestinos e o líder Yasser Arafat. No ano passado, a proposta já havia sido cogitada, mas apresença dos Estados Unidos na Comissão de Direitos Humanosacabou evitando que a reunião ocorresse. Desta vez, a exclusão dos diplomatas norte-americanos dareunião poderá facilitar a aprovação da proposta, que deverá serdebatida no começo da próxima semana. Essa é a primeira vez na história da ONU que os Estados Unidosficam de fora da Comissão de Direitos Humanos, já que acabaramnão sendo eleitos pelos demais países da ONU para participar dareunião. Além das iniciativas dos árabes, a Suíça divulgou que ogoverno entrou em contato tanto com chanceler israelense, ShimonPeres, e com as autoridades palestinas oferecendo Genebra comosede de uma conferência internacional de paz para debater oconflito. "Estamos nos oferecendo para mediar o conflito, queestá entrando em uma situação perigosa para todo o mundo",afirmou um diplomata suíço, segundo o qual Arafat ainda tem oapoio dos países europeus e é o líder legítimo dos palestinos. Ninguém, nem no governo suíço nem na sede da ONU, nega que,por enquanto, os maiores obstáculos para a realização daconferência de paz são os sinais de que as partes parecem nãoestar dispostas a um diálogo, pelo menos no caso dosisraelenses.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.