Annan reúne-se com Assad em Damasco

O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe, Kofi Annan, disse ao presidente sírio, Bashar Assad, durante reunião realizada nesta terça-feira, que o mundo está "gravemente preocupado" com a violência na Síria, especialmente após o massacre ocorrido em Houla na sexta-feira, durante reunião

AE, Agência Estado

29 Maio 2012 | 11h28

Annan reuniu-se com Assad em Damasco no momento em que vários países da Europa, além do Canadá e da Austrália, terem anunciado a expulsão de diplomatas sírios em protesto contra o massacre que deixou 108 mortos.

Annan disse a Assad que o plano de seis pontos não pode ter êxito sem medidas corajosas para conter a violência e a libertação de prisioneiros e destacou a importância da total implementação do plano, informou seu escritório em comunicado.

As conversações foram "positivas e construtivas", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Jihad Makdissi em sua conta no Twitter.

Pelo menos 108 pessoas foram mortas na vila de Taldu na sexta-feira e no sábado, dentre elas 49 crianças e 34 mulheres, muitas à queima-roupa.

Pelo menos 19 pessoas foram mortas na Síria nesta terça-feira em confrontos entre rebeldes e tropas do regime, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres. Segundo contagem da agência France Presse, mais de 280 pessoas foram mortas na Síria desde sexta-feira.

Massacre

O escritório de direitos humanos da ONU divulgou detalhes sobre o massacre do final de semana na Síria, dizendo que a maioria das vítimas foi morta à queima-roupa e que algumas das mulheres e crianças foram assassinadas em suas casas.

A brutalidade dos assassinatos em Houla, documentada em vídeos amadores que mostraram vários corpos antes dos enterros, atraiu indignação internacional e levantou questões sobre a capacidade do plano internacional de encerrar os 15 meses de violência na Síria.

Nesta terça-feira, o porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU, Rupert Colville, disse que os monitores da ONU que estiveram no local descobriram que menos de 20 das vítimas morreram em decorrência de disparos de artilharia. As demais parecem ter sido mortas à queima-roupa.

"O que está muito claro é que um evento absolutamente abominável ocorreu em Houla e pelo menos uma parte substancial foi de execuções sumárias de civis, mulheres e crianças", disse ele aos jornalistas em Genebra. "Aparentemente, famílias inteiras foram alvejadas em suas casas." As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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