Annan se reúne com líder queniano e confrontos matam 10

O ex-chefe da ONU visitou partes do vale Rift no sábado que foram atingidas por combates; crise já matou 750

TIM COCKS E ANTONY GITONGA, REUTERS

27 de janeiro de 2008 | 11h14

Confrontos étnicos mataram ao menos 10 pessoas no vale queniano Rift neeste domingo, quando o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, se reuniu com o líder da oposição, Raila Odinga, para tentar resolver uma crise que já dura um mês e deixou 750 mortos. Um repórter da Reuters em Naivasha contou 10 corpos, seis queimados e quatro golpeados até a morte, depois que membros da tribo Kikuyu, do presidente Mwai Kibaki, lutaram com os Luos e Kalenjins, que apoiam o rival Raila Odinga. "As tribos no Quênia não estão se dando bem. É como se todas as tribos estivessem contra nós, e ninguém está nos protegendo", disse Dominic Karanja, da tribo Kikuyu, ao observar as tropas destruírem os bloqueios que ele ajudou a construir. "Essas pessoas estão nos atacando, então queremos que esses Luos e Kalenjins vão embora". A violência ameaçou acabar com a mediação de Annan, que pediu no domingo que fossem nomeados quatro autoridades para negociações depois que ele se reuniu com Odinga. O ex-chefe da ONU visitou partes do vale Rift no sábado que foram atingidas por combates e alertou que a violência acarretada pela reeleição de Kibaki evoluiu para algo pior, com abusos "sistemáticos" dos direitos humanos "Não vamos zombar de nós mesmos e achar que isso é um problema eleitoral. É muito mais amplo e profundo", disse ele. "Temos que enfrentar as questões fundamentais que estão por trás do que estamos testemunhando hoje".

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