Ano Novo chinês marca luta pelas tradições

O Ano do Cachorro começou hoje na China com uma interminável queima de fogos de artifício, enquanto os líderes políticos, como é a tradição, viajavam às províncias para felicitar a chegada do novo ano aos menos favorecidos.Após doze anos de proibição, Pequim ressonou com a explosão de todos os tipos de bombas e pequenos foguetes, que branquearam o céu noturno. Para garantir o bom andamento da festa, foram mobilizados todo o corpo policial e 520 mil cidadãos organizados em patrulhas, além uma equipe de limpeza com cerca de 27 mil funcionários. Não foram registrados acidentes graves, mas os hospitais atenderam a várias pessoas com problemas nos olhos, segundo a agência oficial Xinhua.O governo municipal derrubou este ano a proibição imposta em 1994, medida adotada à época por outras 282 cidades. Atualmente, cerca de 80 cidades mantém a lei.Durante este tempo, os cidadãos pediram insistentemente o fim do veto, sob a alegação de perda dos costumes ancestrais. As tradições chinesas consideram a queima de fogos um método efetivo para espantar os demônios.O fim de proibição é uma das medidas tomadas pelo governo para evitar a perda das tradições do país. Recentemente foi publicada uma lista de "patrimônios culturais intangíveis", na tentativa de impedir que a cultura ocidental tome o lugar da chinesa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.