ANP diz ter descoberto plano para matar Arafat

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) informou hoje ter descoberto um plano israelense para assassinar o líder palestino Yasser Arafat - uma acusação imediatamente negada por Israel. Nabil Abu Irdeneh, conselheiro de Arafat, não forneceu detalhes do suposto plano israelense. "Alertamos o governo israelense a não brincar com fogo", disse Irdeneh. "Israel pagará um alto preço por qualquer ação (contra Arafat)". A acusação palestina ocorreu poucas horas depois de Israel ter emitido um ultimato para que Arafat entregue os assassinos do ministro israelense do Turismo, Rehavam Zeevi. Uma facção radical da Organização para a Libertação da Palestina assumiu a responsabilidade pelo assassinato de Zeevi, ocorrido ontem num hotel de Jerusalém. Israel não estipulou um prazo para Arafat, mas prometeu que se a sua demanda não for obedecida poderá lançar um ataque fulminante contra a ANP. "Ao invés de ficar fabricando falsidades, a Autoridade Palestina deveria entregar os assassinos de Rehavam Zeevi", disse Arnon Perlman, um porta-voz do primeiro-ministro Ariel Sharon, quando solicitado a comentar sobre as alegações palestinas sobre o plano israelense para assassinar Arafat. Em meses recentes, vários ministros de linha dura do gabinete israelense, argumentando que Arafat havia quebrado promessas de prevenir ataques contra israelenses durante o último ano de conflitos, afirmaram que o líder palestino deveria ser morto ou expulso. O ministro das Finanças, Silvan Shalom, membro do partido Likud, de Sharon, afirmou hoje que "não há outra escolha a não ser expulsar Arafat desta região". Por outro lado, o ministro dos Transportes, Ephraim Sneh, do moderado Partido Trabalhista, alertou para o fato de que acabar com Arafat "poderia trazer mais terrorismo, muito mais mortes e nem a mais leve esperança de negociação". Arafat retornou do exílio em 1994 e estabeleceu um autogoverno em partes da Cisjordânia e Faixa de Gaza como parte de um acordo interino de paz com Israel.

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