Antes de assumir, Hillary tenta fortalecer o Departamento de Estado

Antes de assumir o cargo, Hillary Clinton está procurando construir um Departamento de Estado mais poderoso, com um orçamento maior e um papel importante no tratamento de questões econômicas.Hillary recrutou Jacob J. Lew, diretor de Orçamento no governo do presidente Bill Clinton, para ser um de seus dois vices, segundo fontes próximas da equipe de transição. Lew deve ajudar a aumentar a parte do financiamento que vai para o corpo diplomático. Juntamente com Lew, James B. Steinberg - que foi vice-consultor de segurança nacional na administração Clinton - será o outro vice de Hillary.O próximo governo provavelmente nomeará também muitos enviados, revivendo uma prática do governo Clinton, quando Richard C. Holbrooke, Dennis Ross e outros diplomatas jogaram um papel central intermediando disputas nos Bálcãs e no Oriente Médio.Enquanto monta o alto escalão de sua equipe, Hillary tenta também conseguir um maior papel para o Departamento de Estado nos assuntos econômicos que foram dominados pelo Tesouro durante as presidências de George W. Bush.Os passos parecem visar a um fortalecimento do papel da diplomacia depois de um período em que o Pentágono, o escritório do vice-presidente e até as agências de inteligência conservaram uma influência considerável sobre a política externa americana.Hillary ainda não estabeleceu missões ou enviados específicos, embora o nome de Ross tenha sido mencionado como um possível enviado ao Oriente Médio. Segundo um consultor democrata, Holbrooke também poderia ser considerado para uma nomeação como enviado especial ao Afeganistão e ao Paquistão, e possivelmente ao Irã.O recrutamento de Lew - para um cargo que não foi preenchido no governo Bush - sugere que Hillary está determinada a conseguir uma participação maior nos recursos financeiros para seu setor. Um funcionário da transição disse que ela tem o apoio em seu esforço por mais recursos pelo secretário da Defesa, Robert M. Gates. Durante anos, alguns oficiais do Pentágono se queixaram de que missões como a reconstrução econômica no Afeganistão e no Iraque foram acrescentadas aos encargos militares quando poderiam ter sido manejadas por um serviço de relações exteriores robusto.

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