Antes de ratificação, primeiro-ministro designado da Coreia do Sul renuncia

Parlamento sul-coreano começará novo processo para buscar candidato ao cargo

Efe

29 de agosto de 2010 | 03h31

SEUL - O primeiro-ministro designado da Coreia do Sul, Kim Tae-ho, apresentou neste domingo sua renúncia, antes que o Parlamento sul-coreano votasse oficialmente sua nomeação, por causa da polêmica levantada por um suposto caso de doações ilegais.

"Apresento minha renúncia ao posto (de primeiro-ministro) hoje com a ideia de que não deveria ser um obstáculo para que o presidente Lee Myung-bak leve a cabo seus assuntos de Estado", disse Kim em mensagem por televisão em nível nacional.

Segundo a agência Yonhap, o Escritório Presidencial respeita a decisão de Kim, enquanto outras fontes governamentais indicaram que imediatamente começará o processo para buscar um novo candidato a primeiro-ministro.

Kim Tae-ho, de 47 anos e ex-governador da província de Gyeongsang, foi designado no dia 8 de agosto dentro de um profundo reajuste que afetou outros sete ministros do Gabinete.

Algumas horas depois do anúncio da renúncia de Kim, os nomeados para ministro da Economia e Conhecimento, Lee Jae-hoon, e ministro de Cultura, Shin Jae-min, expressaram sua intenção de renunciar também a seus cargos, por causa do confronto político originado por sua participação em transações financeiras duvidosas.

A oposição, liderada pelo Partido Democrático (PD), se mostrou na sexta-feira na Assembleia Nacional (Parlamento sul-coreano) contra da nomeação de Kim por causa de um suposto caso de doações ilegais por parte de um empresário em 2007.

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