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Antes e depois: a economia dos últimos países a entrar na OCDE

Israel, Estônia e Chile, ingressantes em 2010, apresentaram crescimento entre 26,7% e 50,1% do PIB nos anos seguintes, enquanto que Eslovênia viu melhoria de apenas 1,56%; Letônia, desde 2016, e Lituânia, desde 2018, foram os últimos a se juntar ao grupo

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2019 | 16h41

Desde 2010, seis países foram incorporados à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que agora o Brasil pleiteia tornar-se membro e, cujo apoio foi manifestado pelo presidente americano, Donald Trump, em entrevista ao lado do líder brasileiro, Jair Bolsonaro, em Washington.

Da primeira leva de adesões, em 2010, fizeram parte Chile, Eslovênia, Israel e Estônia. Todos apresentaram uma sequência de crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB) no período anterior à entrada na organização, exceto pelo ano imediatamente antes da incorporação.

Destes, Israel, Estônia e Chile apresentaram grande crescimento também no período posterior. Os israelenses tiveram o melhor desempenho, com aumento de 50,19%, passando de US$ 233,6 bilhões em 2010 para US$ 350,85 bilhões em 2017, ano do último dado consolidado do Banco Mundial.

Já a economia estoniana cresceu 32,99% no mesmo período, com o PIB saltando de US$ 19,49 bilhões para US$ 25,92 bilhões. O país sul-americano também obteve bom resultado, alavancando em 26,78% a soma dos bens e serviços produzidos em sua economia, de US$ 218,53 bilhões para US$ 277,07 bilhões em 2017.

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Para a Eslovênia, no entanto, a participação na organização não parece ter influenciado diretamente seu PIB, com crescimento de 1,56% de 2010 a 2017, para US$ 48,76 bilhões.

Depois de seis anos sem novas adesões, em 2016 a Letônia tornou-se membro da OCDE. O gráfico mostra que nos cinco anos que antecederam sua adesão, o país teve três anos de crescimento econômico, com uma queda brusca em 2015, mas com recuperação já no ano seguinte.

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Por fim, o último país a juntar-se ao grupo foi a Lituânia, em 2018. A análise do PIB do país nos cinco anos que antecederam sua filiação apresenta um padrão similar ao visto na Letônia: período de crescimento econômico após a crise de 2008, com uma nova queda em 2015 e uma retomada no ano seguinte.

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