EFE/Miguel Gutiérrez
EFE/Miguel Gutiérrez

Antichavista, jornalista Petkoff morre aos 86 anos

Economista e político, ele foi 'excomungado' do marxismo pelo Partido Comunista Soviético

O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2018 | 20h52

CARACAS - O jornalista venezuelano Teodoro Petkoff, ex-guerrilheiro de esquerda e duro crítico do chavismo, morreu nesta quarta-feira, 31, em Caracas aos 86 anos, informou Xavier Coscojuela, diretor do portal de notícias Tal Cual, fundado pelo opositor.

Petkoff, uma figura irreverente com um espesso bigode e óculos com lentes grossas, foi guerrilheiro na década de 60, quando militava no Partido Comunista, do qual se desvinculou para fundar, em 1971, o Movimentos ao Socialismo (MAS), ao considerar que a luta armada tinha sido um erro. 

Em 1999, ele deixou o MAS após rejeitar o apoio do partido ao presidente Hugo Chávez, que morreu em 2013. Petkoff foi autor de vários livros e um deles, o polêmico Checoslováquia: o socialismo como problema (1969), fez com que o então secretário-geral do Partido Comunista Soviético, Leonid Brejnev, o excomungasse do marxismo. O livro fazia uma dura crítica à invasão soviética a Praga, em 1968.

O economista era filho de pai búlgaro e mãe polonesa. Foi deputado e candidato à presidência duas vezes. Seus últimos anos como escritor e jornalista ele passou no Tal Cual, que ele fundou em 2000. Em razão da crise econômica e da escassez de papel, o jornal virou um semanário e depois um portal. / AFP

 

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