Raul Arboleda/AFP
Raul Arboleda/AFP

Antigos sicários de Medelim escaparam da morte e mantêm contato entre eles, diz jornal colombiano

Segundo 'El Tiempo', além de 'Popeye', que morreu na quinta-feira, outros assassinos contratos por Escobar conheciam seus segredos

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2020 | 05h00

COLÔMBIA - Assim como Jhon Jairo Velásquez, o "Popeye", outros grandes assassinos que serviram ao narcotraficante Pablo Escobar, o "Patrón", estão vivos e em contato entre eles, segundo reportagem do jornal colombiano El Tiempo. Eles são sobreviventes que escaparam de condenações e vinganças, às vezes, vivendo escondidos pelo mundo. 

Um deles é Carlos Mario Alzate Urquijo, conhecido como "Arete", um dos assassinos mais sanguinários do Cartel de Medelim. Com 57 anos, é acusado de mais de 300 assassinatos.  

Em 1993, admitiu ter responsabilidade no atentado contra um avião da Avianca, em 1989, que explodiu no ar e matou 110 pessoas, e tinha como alvo o então candidato presidencial César Gaviria, que o cartel acreditava estar na aeronave. Oito anos depois, quando saía de uma prisão de segurança máxima de Itagui, recebeu vários disparos e desapareceu. 

Segundo o Tiempo, que cita fontes judiciais e o próprio cartel de Medelim, ele vive em Barcelona com outra identidade. 

Além dele, de acordo com o jornal colombiano, há pelo menos outros três sicários que têm informações-chave sobre as verdades e mentiras de vários dos crimes ordenados por Escobar: Eugenio León García Jaramillo, conhecido como "Taxista"; Sergio Alfonso Ramírez, conhecido como "Pájaro", e Gustavo Adolfo Meza Meneses, conhecido como "Zarco". 

O Tiempo descobriu que o "Taxista" é uma espécie de "intocável" para a Justiça da Colômbia e dos EUA, país onde vive. No primeiro, recebeu indulto após colaborar com as investigações que levaram à prisão de Pablo Escobar. Em território americano, também conseguiu um acordo com a justiça. 

Outro assassino contratado pelo "Patrón" que conhece seus segredos é o "Pájaro", acusado da morte do coronel Franklin Quintero e do jornalista Jorge Enrique Pulido, entre outros. De acordo com o Tiempo, ele tinha tanta informação que o próprio Escobar teria dado uma ordem para assassiná-lo com temor de que ele revelasse algumas delas.  

O jornal afirma que fontes de inteligência asseguram que ele passou um tempo na Jamaica e agora vive em uma cidade litorânea da Colômbia, e teria a proteção da guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN).  

Já o "Zarco" ou Meza, era braço direito de "Arete", vive hoje em Medelim, longe da vida de crimes, segundo El Tiempo

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