Antraz saiu de laboratórios do governo dos EUA, afirmam cientistas

A Federação Americana de Cientistas afirmou hoje, numa conferência em Genebra, que os ataques com antraz nos Estados Unidos foram "quase que certamente" derivados de laboratórios do governo. "Sou uma nova-iorquina", disse Barbara Hatch Rosenberg, presidente de um grupo sobre armas biológicas da federação. "Minha cidade foi atacada, primeiro por terroristas estrangeiros, depois por americanos que utilizaram agentes biológicos". Quatro pessoas morreram vítimas do antraz nos Estados Unidos.Segundo Rosenberg, os esporos de antraz utilizados nas cartas enviadas para endereços na cidade de Nova York, Flórida e Washington "são derivados, quase certamente, de laboratórios de defesa dos Estados Unidos".Segundo ela, os ataques com antraz "demonstram a incrível potencialidade" de se usar doenças como armas. "Mas trata-se de apenas uma pequena amostra do que é possível".Vários grupos participantes da conferência, que procura aumentar as restrições do uso de germes previstas na Convenção sobre Armas Biológicas de 1972, alertaram contra a política do governo George W. Bush. "Os ataques terroristas de 11 de setembro nos comprovou uma coisa: mais do que nunca um Estado sozinho, mesmo que poderoso, não pode prover segurança", disse Jean Pascal Zanders, do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo.Leia o especial

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