Antraz usado nos EUA é de variedade americana

O secretário de Segurança Interna dos EUA, Tom Ridge, afirmou que todas as amostras da bactéria do antraz enviadas pelo correio a pessoas na Flórida, em Nova York e em Washington têm a mesma "assinatura genética" e vêm da chamada "variedade Ames" (que teria sido desenvolvida num laboratório de universidade em Ames, Iowa). Ridge também disse que a bactéria encontrada na carta enviada ao senador Tom Daschle era muito mais perigosa do que a encontrada numa carta recebida pelo jornal New York Post. A amostra da carta do senador era "muito pura" e "altamente concentrada", além de o pó ter sido moído até ficar muito fino, facilitando a inalação. A carta ao Post, por sua vez, continha um material mais grosseiro, que Ridge comparou a "ração de cachorro". O secretário disse que os testes feitos até agora são preliminares demais para responder se a bactéria, tal como encontrada, exigiria uma instalação industrial sofisticada para ser produzida. De acordo com reportagem publicada pela revista britânica NewScientist, a variedade ?Ames? foi produzida nos EUA para um programa de armas químicas desenvolvido nos anos 60. De acordo com especialistas ouvidos pela revista, nem a ex-União Soviética e nem o Iraque criaram armas usando esse tipo específico de antraz.Leia o especial

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