Anulada pena de morte por apedrejamento na Nigéria

Um tribunal islâmico nigeriano anulou a sentença de morte por apedrejamento de uma jovem grávida de 18 anos, condenada por adultério. O juiz Mohammed Mustapha Umar, do Tribunal Superior de Sharia (lei islâmica) de Dass, um vilarejo rural no Estado de Bauchi, disse que a instância inferior cometeu erros no julgamento de Hajara Ibrahim. Entre os erros citados está a condenação simultânea da ré tanto à morte, por adultério, quanto a 100 chibatadas, por sexo pré-marital. A acusada também não teve uma oportunidade de se defender, disse o juiz. A anulação decretada por Umar pode ser revertida se houver nova apelação.Hajara, agora grávida de sete meses, foi condenada por adultério em 5 de outubro, num tribunal islâmico da vila de Lere. O homem que, segundo ela, é responsável pela gravidez foi solto depois de jurar inocência sobre o Alcorão.

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