Anúncio da composição do Governo do Quênia é adiado

Anúncio, programado para domingo, 6, foi adiado até nova ordem por desavenças na lista de ministros

Efe

05 de abril de 2008 | 19h50

O anúncio da composição do Governo de coalizão no Quênia, inicialmente programado para domingo, 6, foi adiado até nova ordem por desavenças na lista de ministros, disseram à Agência Efe fontes da oposição. Najib Balala, membro da cúpula do Movimento Democrático Laranja (ODM), explicou que o Governo decidiu modificar os nomes e as pastas ministeriais estipuladas previamente no final da tarde deste sábado, 5. Também disse que se o Executivo não recuar "não haverá Governo até dentro de pelo menos outra semana", já que o presidente do Quênia, Mwai Kibaki, deve viajar para a Índia na segunda-feira, 7, em visita oficial. O porta-voz do Governo, Alfred Mutua, confirmou sexta-feira, 4, que o anúncio da lista dos ministros aconteceria no domingo, 6. Tanto Kibaki como o líder do ODM, Raila Odinga, chegaram ao acordo após várias semanas de conversas para definir pontos do pacto político que foi alcançado pelas duas partes no dia 28 de fevereiro, com a mediação do ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan. No início as duas partes decidiram criar um gabinete de coalizão com 40 ministros, número considerado excessivo por amplos setores da sociedade, diplomatas e a Igreja por causa do enorme gasto público em um momento de crise econômica. A formação deste Governo de coalizão ia representar um dos passos decisivos para encerrar a pior crise da história do Quênia, que explodiu após as eleições gerais do dia 27 de dezembro. A Comissão Eleitoral proclamou vencedor o presidente Kibaki, mas o ODM denunciou irregularidades cometidas durante a apuração. A crise levou a uma onda de violência em todo o país, que levou à morte de 1.500 pessoas e a 400 mil deslocados.

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