Ao contrário do que esperavam os críticos, Blair pode ficar até meio de 2007

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, deve permanecer no cargo por mais tempo do que seus críticos esperavam, disse em entrevista à BBC o secretário de Educação, Alan Johnson. Com base no seu discurso durante a convenção do Partido Trabalhista - provavelmente a última do premier como líder da agremiação -, é possível concluir que os partidários de Blair querem que ele permaneça como premier até o próximo verão do hemisfério norte (que começa em junho).Quando anunciou que deixaria a liderança do trabalhismo - e conseqüentemente o cargo de primeiro-ministro, já que o líder do partido majoritário no parlamento britânico assume automaticamente a chefia do executivo -, Blair falou que sairia em um prazo de um ano. Ainda assim, muitos de seus críticos esperavam vê-lo longe do cargo antes de maio de 2007.Mas, para o secretário Johnson, o fato de Blair ter dito que focaria seus últimos meses para resolver os problemas no Oriente Médio, "sugere que ele não está pensando em algumas semanas".Segundo a BBC, Johnson concordou com as insinuações de que Blair permaneceria como premier por mais tempo do que muitos esperavam antes do início da conferência do partido em Manchester."Se o primeiro ministro diz: ´Eu quero usar o resto do meu mandato para tentar resolver a questão do Oriente Médio da mesma maneira que tentamos solucionar o problema da Irlanda do Norte´, acredito que isso sugere que ele não está pensando em algumas semanas. Isso é um grande problema", disse Johnson, um dos candidatos a suceder Blair, em entrevista à BBC.E continuou: "Mas eu acho que as pessoas agora estão dizendo: ´Tony, a data para você renunciar é algo que cabe a você decidir, e seria loucura estabelecer um prazo.´"Sucesso na convençãoO colunista político da BBC, Nick Robinson, chama a atenção para a recepção calorosa de Blair durante a convenção trabalhista em Manchester. O premier foi ovacionado por vários minutos. "Vocês são o futuro agora. Façam o melhor disso", disse ele a uma platéia emocionada.Ainda durante seu discurso, o premier disse que "é difícil deixar o partido", mas insistiu que a última vitória dos trabalhistas era todo o que ele queria para seu legado."Como todo grande ´showman´", destaca o colunista Robinson, "ele saiu com a platéia pedindo bis".

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