Ao lado de Mujica, Lula defende ''integração regional''

Sem mencionar Serra, presidente brasileiro faz críticas aos que 'propalam o suposto fracasso do Mercosul'

Elder Ogliari, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e José Mujica, do Uruguai, fizeram discursos pacifistas, defendendo o Mercosul e a integração regional, ao final de um encontro de duas horas na cidade fronteiriça de Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, no qual assinaram acordos de cooperação, nesta sexta-feira.

Sem citar Venezuela ou Colômbia, Lula disse esperar que, no âmbito na Unasul, sejam "aprofundados entendimentos para construir uma visão comum de defesa e segurança da região que consolidem a América do Sul como zona de paz e democracia". "Uruguai e Brasil querem uma América do Sul sem conflitos, integrada para alcançar o desenvolvimento."

Lula não falou com a imprensa, frustrando a expectativa de uma resposta às críticas recebeu do presidente colombiano, Alvaro Uribe, que "deplorou" as declarações que, segundo ele, reduz a crise entre Colômbia e Venezuela a uma questão pessoal. Mujica conversou brevemente com os repórteres, mas também evitou falar sobre a crise Bogotá-Caracas.

Lula também fez uma defesa veemente do Mercosul, num momento em que o candidato da PSDB à presidência da República, José Serra, que não foi citado, vem criticando o bloco. "Aos que aqui e ali propalam o suposto fracasso do Mercosul, advogando até mesmo o seu fim, lembramos que as quatro economias que mais cresceram na América são exatamente aquelas do nosso bloco", cutucou. Em seu discurso, Mujica, de 76 anos, disse que "o tempo de vida pela frente é insuficiente para agradecer o muito que Lula tem feito pela América Latina".

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