Denis Lovrovic/ AFP
Denis Lovrovic/ AFP

Ao menos 116 estudantes de retiro escolar em Wisconsin testam positivo para covid

Disseminação em massa foi provocada por resultado falso negativo de uma das crianças que participaram, diz Centro de Controle e Prevenção de Doenças

Roni Caryn Rabin, The New York Times

29 de outubro de 2020 | 18h07

Um estudante do nono ano que teve um resultado falso negativo para a covid-19 desencadeou uma super disseminação do novo coronavírus em um retiro escolar e religioso de verão em Wisconsin, no centro-leste dos Estados Unidos, entre julho e agosto deste ano. Ao menos três quartos de um total de 152 pessoas, entre estudantes, instrutores e membros do staff, foram contaminados.

Os casos foram de intensidade leve e nenhum infectado precisou ser hospitalizado, de acordo com um relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças divulgado nesta quinta-feira, 29. O relatório não identifica a organização religiosa à qual o retiro estava relacionado nem especifica em que região de Wisconsin o caso aconteceu.

Os participantes do retiro exclusivo para meninos vieram de 21 Estados e territórios americanos, além de dois outros países. Eles deviam apresentar exames de, no máximo, três meses anteriores que comprovassem a presença de anticorpos para o novo coronavírus em seus organismos ou o resultado negativo para a doença em exame feito até uma semana antes da viagem ao retiro. Também foram requisitados a cumprir quarentena em suas casas por uma semana antes da viagem, além de usar máscara em todo o trajeto.

No retiro, porém, apenas os professores cumpriam o distanciamento social e usavam máscaras durante as aulas. Os estudantes e instrutores não eram obrigados a cumprir determinações do tipo.

As aulas eram realizadas em ambientes externos, mas os alunos se sentavam a menos de dois metros de distância entre si. Eles também passavam a noite em dormitórios que podiam acomodar entre quatro e seis participantes ou até oito, dependendo das dimensões. Os instrutores também dormiam em quartos compartilhados. Apenas os professores estavam acomodados em quartos individuais.

O estudante do nono ano que foi o paciente inicial, e havia previamente testado negativo para a doença, teve dor de garganta, tosse e calafrios dois dias depois de chegar ao retiro. Logo se descobriu que um membro de sua família acabara de testar positivo para o novo coronavírus. Apesar de ele ter sido rapidamente isolado e outras 11 pessoas, com quem o jovem tivera contato, colocadas em quarentena, o vírus se espalhou. Ao menos 116 pessoas do retiro testaram positivo para o vírus.

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Entre aqueles que testaram negativo estão 24 participantes que haviam sido previamente expostos ao vírus e já tinham desenvolvido anticorpos antes de chegar ao local. O relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças aponta que “as evidências, até o momento, são insuficientes para determinar se anticorpos detectáveis indicam imunidade protetora ou por quanto tempo essa imunidade pode persistir.”

Os quatro membros do staff também testaram negativo. Um deles, porém, desenvolveu sintomas compatíveis com os da doença e foi classificado como um caso provável de covid-19.  / NYT

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