Ao menos 16 funcionários do porto de Beirute já foram presos após explosões

Ao menos 16 funcionários do porto de Beirute já foram presos após explosões

Agência Nacional de Notícias citou como fonte o juiz de uma corte militar, que informou que até esta quinta-feira, 18 pessoas já tinham sido interrogadas

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2020 | 16h32
Atualizado 06 de agosto de 2020 | 17h58

BEIRUTE - Ao menos 16 funcionários do porto de Beirute foram detidos como parte da investigação sobre as devastadoras e mortais explosões de terça-feira em um depósito no local com toneladas de nitrato de anônio. As explosões mataram ao menos 137, deixaram mais de 5 mil feridos e 300 mil desabrigados

A Agência Nacional de Notícias citou como fonte o juiz Fadi Akiki, um representante do governo em um tribunal militar, que informou que até esta quinta-feira 18 pessoas já tinham sido interrogadas.

Todos são funcionários do porto e da alfândega, além de indivíduos encarregados da manutenção do hangar, onde 2.750 toneladas de materiais explosivos estavam armazenadas havia anos. A investigação, segundo o juiz, continua. Segundo uma fonte ligada à investigação, as detenções ocorreram na quarta e na quinta-feira.

Segundo as autoridades locais, a explosão originou-se no depósito onde eram armazenadas 2.700 toneladas de nitrato de amônio havia seis anos "sem medidas de precaução" necessárias, segundo o primeiro-ministro, Hassan Diab.

As autoridades portuárias, os serviços de alfândega e alguns serviços de segurança eram conscientes de que ali eram armazenadas substâncias químicas perigosas, mas se responsabilizam mutuamente.

Em junho de 2019, foi feita uma investigação após queixas reiteradas sobre o mau cheiro que emanava do armazém e determinou-se que havia "materiais perigosos que deveriam ser transferidos" e que as paredes do armazém estavam danificadas.

A direção do porto, que estava a par da periculosidade dos materiais, enviou há alguns dias os operários para fechar as brechas do armazém. Essas obras, segundo as fontes de segurança, teriam sido a origem da tragédia./ AFP e Reuters  

 

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