Ao menos 17 militantes e 5 soldados morrem em incidentes no Iêmen

Ataques ocorreram no sul do país; pelo menos outras 40 pessoas ficaram feridas

Agência Estado e Efe

20 de junho de 2011 | 09h45

ÁDEN - Pelo menos 17 supostos membros da Al-Qaeda e cinco soldados morreram em vários incidentes ocorridos na cidade de Zanzibar, no sul do Iêmen, informou nesta segunda-feira, 20, uma fonte militar e o Ministério da Defesa iemenita.

 

 

Veja também:

especial A revolução que abalou o mundo árabe

 

 

A fonte militar explicou à Agência Efe que o Exército iemenita bombardeou na noite de domingo vários edifícios governamentais controlados pelo grupo terrorista em Zanzibar.

 

Nestes bombardeios, emoldurados em uma campanha do Exército para recuperar o controle da cidade, pelo menos 17 supostos terroristas morreram e 20 pessoas ficaram feridas.

 

Além disso, segundo o Ministério da Defesa, enfrentamentos entre os militares e os membros da Al-Qaeda registrados na noite de domingo causaram a morte de cinco soldados e deixaram 21 feridos.

 

No domingo pelo menos 12 supostos membros de um grupo relacionado com a Al-Qaeda e dois soldados iemenitas morreram em enfrentamentos e em um atentado em Zanzibar.

 

No dia 27 de maio, a Al-Qaeda tomou o controle da cidade e, desde então, dezenas de supostos integrantes da rede terrorista morreram nos choques que eclodiram pelo controle do território.

 

Protestos

Hoje, milhares de pessoas saíram às ruas na capital iemenita, Sanaa, para exigir a saída do país do filho do presidente. Ahmed Saleh, de 42 anos, outrora considerado herdeiro do poder, comanda o corpo de elite da Guarda Presidencial.

 

A força lidera a repressão contra os manifestantes que exigem mudanças democráticas desde o início da revolta, em fevereiro. Os manifestantes exigiram na segunda-feira que Ahmed Saleh e seu irmão, Jaled, deixem a nação. Jaled é comandante do Exército.

O presidente Ali Abdullah Saleh, que comanda o Iêmen há mais de três décadas, foi ferido gravemente durante um ataque lançado no início do mês contra o complexo presidencial e está em tratamento médico na Arábia Saudita.

 

Um funcionário do partido governista anunciou na semana passada que Saleh deve voltar em breve para comandar o país. O presidente tem sofrido pressão interna e internacional para realizar reformas democráticas e renunciar.

Tudo o que sabemos sobre:
IêmenprotestosconfrontosAl-Qaeda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.