EFE/Jorge N
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Ao menos 2,5 milhões de pessoas precisam de ajuda após terremoto no México

Número de mortos sobe para 96; mais de 17 mil residências foram destruídas em Oaxaca e Chiapas

O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2017 | 17h01

CIDADE DO MÉXICO - Três dias depois do terremoto de magnitude 8,2 que atingiu a costa sul do México, o governo do México estimou que ao menos 2,5 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária. O número de mortos subiu para 96 e o presidente Enrique Peña Nieto viaja nesta segunda-feira, 11,  para o Estado de Chiapas para acompanhar os trabalhos de resgate. 

O último balanço de vítimas, divulgado pelo governador de Oaxaca, Alejandro Murat, indica que 76 pessoas morreram no Estado, o mais atingido pelo tremor. Outros 16 morreram em Chiapas e 4, em Tabasco. 

Em Oaxaca, ao menos 12 mil residências foram destruídas e espera-se que o número aumente. De acordo com Murat, ao menos 1 milhão de pessoas precisam de água, alimentos e estão sem luz. Os esforços de reconstrução avançam lentamente. 

Em Chiapas, mais próximo do epicentro do tremor, 1,5 milhão de pessoas precisam de ajuda. Ali, 5 mil residências foram destruídas. “Estamos unidos diante dessa crise humanitária”, disse o governador. 

Peña Nieto, que decretou três dias de luto pelo tremor, viajaria ontem para Chiapas. Ele esteve no fim de semana em Oaxaca.

Nos dois Estados, assim como na Cidade do México, foi montada uma rede de solidariedade para as vítimas do terremoto, onde podem ser doados alimentos não perecíveis, água, itens de higiene pessoal e até ração para animais de estimação.  

A chancelaria mexicana informou ontem também que o terremoto e o furacão Katia, que chegou no fim de semana à costa do Golfo do México, inviabilizaram a doação de ajuda humanitária para as vítimas do ciclone Harvey, no Texas. Ao menos duas pessoas morreram no país em virtude da passagem do Katia. /EFE, AP e REUTERS 

 

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