Ao menos 2 alpinistas são resgatados após avalanche no K-2

Escaladores de vários país foram surpreendidos num trecho logo abaixo do cume; 11 pessoas morreram

Agências internacionais,

04 de agosto de 2008 | 08h27

Pelo menos dois alpinistas holandeses que sobreviveram a uma avalanche no K-2, o segundo mais alto pico do mundo (8.611 metros), foram resgatados e levados para um hospital paquistanês nesta segunda-feira, 4, segundo a CNN afirmou nesta segunda-feira, 4. De acordo com a Efe, um terceiro alpinista paquistanês foi resgatado e levado para atendimento na cidade de Skardu, no norte do Paquistão.   Três norte-coreanos, dois nepaleses, dois paquistaneses, um servio, um irlandês, um norueguês e um francês morreram no desastre de sexta-feira, mas não estavam na mesma equipe. Os alpinistas resgatados foram identificados como Wilco Van Rooijen, líder de uma das expedições, e Cas van de Gevel.   A avalanche destruiu as cordas utilizadas pelos alpinistas, e um grupo deles ficou preso no topo da montanha sem conseguir descer. Segundo o coronel Elliaz, dos serviços de resgate, a operação aconteceu "sem excessivas complicações devido às boas condições meteorológicas". Elliaz acrescentou que nas próximas horas acontecerá o resgate no campo base avançado, a 7,2 mil metros de altitude, do alpinista italiano Marco, que sofre de congelamento grave, e também de outro compatriota, Roberto, que "não sofre de maiores complicações".     Segundo a BBC, o alpinista sueco Fredrick Streng, que estava na montanha mas decidiu não fazer o ataque ao cume, afirmou que 25 integrantes de diferentes expedições chegaram ao topo na sexta-feira, aproveitando as condições climáticas favoráveis. Streng disse que nove alpinistas morreram congelados depois de passar a noite no topo da montanha, a céu aberto. Outro alpinista morreu ao sofrer uma queda, e um sherpa ao tentar resgatar uma das vítimas.   A avalanche atingiu o grupo na parte da montanha conhecida como "Gargalo de Garrafa", localizada acima de 8 mil metros de altitude. Essa altitude é chamada pelos alpinistas de "Zona da Morte", por causa da escassez de oxigênio.   O K-2 é considerado por muitos o pico mais difícil do mundo. A taxa de mortalidade para os que se arriscam a subir a montanha é de 27%, três vezes maior do que o índice de fatalidade do Monte Everest, o mais alto do mundo.   Matéria atualizada às 9h35.

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