Ao menos 29 detentos morrem em rebelião em presídio na Venezuela

Segundo ONG,  agentes do Ministério de Serviços Penitenciários massacraram os detentos após uma rebelião

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2019 | 16h54

CARACAS - Pelo menos 29 pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas durante uma rebelião em um centro de detenção  no estado de Portuguesa, no centro da Venezuela nesta sexta-feira, 24, segundo a ONG Observatório Venezuelano de Prisões (OVP). O Ministério Público, ligado ao chavismo, confirma apenas três mortes, mas diz estar investigando o caso.

A rebelião ocorreu no Comando Geral da Polícia no município de Páez. Segundo a OVP,  agentes do Ministério de Serviços Penitenciários massacraram os detentos após uma rebelião.

De acordo com o diário venezuelano El Nacional, 14 agentes penitenciários ficaram feridos. 

As vítimas foram levadas para o Hospital Jesús María Casal Ramos. “Há confirmados 29 presos mortos e ao menos 19 policiais feridos”, disse Carlos Nieto, diretor da ONG Uma Janela para a Liberdade, que defende os direitos dos presidiários. 

O clima de tensão começou no dia 12, Dia das Mães, quando parentes dos presos não puderam fazer a visita. Na noite de quinta-feira, uma nova briga entre detentos e funcionários teve início e um líder dos presos foi morto. 

Um procurador da república que rompeu com o governo, também citado pelo Nacional, divulgou um vídeo nas redes sociais de réus armados com pistolas e granados, ao lado de mulheres que foram tomadas como reféns durante a rebelião. 

"Aqui dentro ninguém vai entrar. Estou disposto a morrer", diz um detento no vídeo. "É a nossa vida e a dos visitantes que está em risco."

Pelo Twitter, a ONG Provea denunciou “os massacres da ditadura de Nicolás Maduro nas prisões”, lembrando que, em 2017, 39 presos foram assassinados no Centro de Detenção Amazonas e, em 2018, 69 foram mortos em Carabobo./ EFE e AP

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