Ao menos 25 mil protestam na Malásia por eleições justas

Pelo menos 25 mil pessoas foram às ruas neste sábado na maior cidade da Malásia, Kuala Lumpur, para pedir uma revisão geral das políticas eleitorais do país antes da próxima eleição, que afirmam ser enviesadas. A polícia usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que promoveram um dos maiores protestos da última década no país do sudeste asiático.

AE, Agência Estado

28 de abril de 2012 | 11h02

O protesto refletiu preocupações de que a coalizão do governo do primeiro-ministro Najib Razak - que tem mantido o poder por mais de 50 anos - terá uma vantagem injusta nas eleições que devem ser realizadas em junho. Ativistas acusaram a Comissão Eleitoral de ser direcionada e afirmaram que as listas de registro de eleitores incluem nomes fraudulentos.

Os manifestantes, que usavam camisetas amarelas, se espalharam pelo centro de Kuala Lumpur, reunindo-se próximos a uma importante praça pública, que a polícia fechou com arame farpado e barricadas. "Estou aqui porque sou malásio e amo meu país", disse o gerente de tecnologia Burrd Lim. "Não existe eleição perfeita, mas quero uma que seja suficientemente justa."

Autoridades disseram que o grupo teria sido organizado por forças de oposição e não tem o direito de usar a Praça da Independência, um símbolo dos eventos públicos. Durante algumas horas o protesto foi pacífico, mas os tumultos começaram quando algumas pessoas romperam as barricadas.

O site independente de notícias Malaysiakini estimou o número de manifestantes em 100 mil e o jornal The Sun avalia que eram 80 mil. As informações são da Associated Press.

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