Ao menos 25 palestinos mortos por Israel nos últimos 3 dias

Pelo menos 25 palestinos, na maioria milicianos, morreram desde o início da invasão israelense à cidade palestina de Beit Hanun, no extremo norte da Faixa de Gaza, que começou na quarta-feira. Só nesta sexta-feira, oito pessoas morreram, entre elas duas mulheres que se colocaram como escudo humano entre as forças de Israel e militantes que se refugiaram em uma mesquita da cidade. Segundo as Forças de Defesa Israelense, são 34 as vítimas fatais. Fontes médicas palestinas disseram que a maioria dos 25 mortos é de milicianos, mas também há duas mulheres, uma criança de 4 anos e outros cinco civis não envolvidos nas hostilidades. Ainda segundo os médicos, O número de feridos nos últimos três dias já passa de 100, alguns em estado grave. Este número contrasta com os dados das Forças de Defesa Israelense, que afirma ter matado 34 palestinos nos últimos três dias em Beit Hanun, informou nesta sexta-feira a edição eletrônica do jornal israelense Yedioth Ahronoth. "Desde de o início da operação em Beit Hanun, 34 milicianos morreram em ataques aéreos e por terra. Muitos deles tentavam lançar foguetes Qassam da região", afirmou a fonte do comando sul do Exército israelense citada pelo jornal. Pelo menos quatro palestinos morreram em dois ataques aéreos israelenses contra o norte da Faixa de Gaza na madrugada desta sexta-feira, quando o Exército israelense intensificou sua operação. Segundo testemunhas, um avião não tripulado israelense matou um palestino e feriu outros três, ao lançar um míssil contra um grupo de milicianos do Hamas, a leste do campo de refugiados de Jabalya. Outros três palestinos morreram devido a um segundo míssil disparado meia hora depois contra a mesma área. Cerco a mesquita Horas antes, uma agente das forças de segurança palestinas morreu atingida por disparos de soldados israelense na cidade de Beit Hanun. Meseda Hueihi, de 40 anos e integrante do movimento nacionalista Fatah, foi atingida quando tentava socorrer um grupo de milicianos cercados pelos israelenses em uma mesquita da cidade. Outra mulher também morreu no confronto. Durante horas, os soldados cercaram a mesquita An Nasser para obrigar os milicianos que tinham se escondido no local a se entregar, mas estes teriam conseguido escapar graças a uma manifestação de mulheres palestinas, da qual Hueihi teria participado. Segundo fontes palestinas, as tropas israelenses provocaram o desabamento do teto da mesquita, matando um dos palestinos que estavam dentro do prédio. A rádio pública israelense informou que as Forças de Defesa Israelense também mataram um ativista da Jihad Islâmica nesta sexta-feira, em Beit Hanun. Na quinta-feira, quatro palestinos morreram em Beit Hanun, três deles atingidos por atiradores de elite israelenses e um, de 75 anos, por ataque cardíaco, informaram fontes médicas palestinas. Os soldados israelenses ocuparam toda a cidade e tomaram posições em casas no centro. Moradores da região, de mais de 20 mil habitantes, afirmaram que o Exército impôs um toque de recolher e ordenou que todos os homens de 16 a 45 anos se concentrassem em uma escola da localidade. Pelo menos 100 pessoas teriam sido detidas. Nuvens de outono A operação israelense "Nuvens de outono" contra a cidade de Beit Hanun começou na quarta-feira. Um militar israelense citado pela rádio disse que é uma operação em grande escala que continuará pelo tempo que for necessário. Enquanto isso, na cidade de Nablus, na Cisjordânia, o Exército matou Ahmed Sanakra, um dirigente das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, e feriu seu irmão gravemente. Segundo o Exército, Sanakra foi morto enquanto preparava um carro-bomba. Fontes palestinas informaram que a vítima fatal era um rapaz de 15 anos, irmão do miliciano das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, que ficou ferido. Na cidade de Ramallah, o Exército deteve o ministro de Habitação da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Abdel-Rahman Zidan, em casa. O vice-primeiro-ministro da ANP, Nasser al-Din al-Sha´er, denunciou a detenção como um ataque contra a legitimidade palestina e uma tentativa de atacá-la.

Agencia Estado,

03 Novembro 2006 | 11h33

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