Evan Vucci / AP Photo
Evan Vucci / AP Photo

Ao menos 6 assessores de Trump usaram contas de e-mails pessoais

Entre eles estão Ivanka, a filha mais velha do presidente, e seu marido, Jared Kushner

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2017 | 22h01

WASHINGTON — Pelo menos seis assessores próximos do presidente Donald Trump usaram contas de e-mails privados para discutir assuntos da Casa Branca, disseram atuais e ex-funcionários do governo nesta-segunda-feira.

A revelação foi feita um dia após a notícia de que Jared Kushner, assessor e genro do presidente americano, usou um servidor particular para enviar ou receber cerca de 100 mensagens relacionadas a trabalho durante os primeiros sete meses de governo Trump.

E Kushner não foi o único. Stephen Bannon, o ex-estrategista-chefe da Casa Branca, e Reince Priebus, ex-chefe de gabinete, também usaram ocasionalmente suas contas privadas. Outros assessores, incluindo Gary D. Cohn e Stephen Miller, enviaram ou receberam vários e-mails em suas contas pessoais, disseram os funcionários.

Ivanka Trump, a filha mais velha do presidente, casada com Kushner, também usou contas particulares quando atuou com assessora não paga durante os primeiros meses do governo do pai, informou a Newsweek nesta segunda-feira.

Funcionários do governo, falando em condição de anonimato, reconhecem que ela também fez isso esporadicamente depois de se tornar oficialmente assessora.

Funcionários devem usar servidores do governo para trabalhos oficiais para que as contas de e-mail possam ser inspecionadas se necessário.

Mas não é ilegal para funcionários da Casa Branca usar contas particulares, desde que eles preservem as mensagens relacionadas ao trabalho.

Durante a disputa presidencial, em 2016, Trump repetidamente atacou sua rival, a democrata Hillary Clinton, por ter usado contas de e-mail privadas quando era secretária de Estado, e usou a questão para dizer que ela não era uma pessoa confiável. "Precisamos impedir que ela leve seu esquema criminoso para o Salão Oval", disse Trump no ano passado.

Uma investigação do FBI sobre o modo como Hillary lidou com informações confidenciais não levou a nenhuma acusação oficial. Mas, mesmo depois de se tornar presidente, Trump sugeriu ao Departamento de Justiça que reabrisse a investigação. / NYT

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.