Ao menos 64 morrem no Iraque após série de ataques

Rebeldes mataram pelo menos 64 pessoas em uma onda de ataques contra forças de segurança iraquianas no domingo, atirando contra soldados em um posto do exército e jogando bombas em uma fila de recrutas policiais que esperavam para se inscrever a vagas de emprego, disseram autoridades do governo iraquiano. A escalada de violência atingiu pelo menos 12 cidades e feriu cerca de 285 pessoas.

AE, Agência Estado

09 de setembro de 2012 | 16h13

Nenhum grupo assumiu imediatamente responsabilidade pelos ataques, mas o Ministério do Interior iraquiano culpou a Al-Qaeda pelo ocorrido. "Os ataques de hoje aos mercados e às mesquitas são (destinados) a provocar tensões políticas e sectárias", citou. "Nossa guerra contra o terrorismo continua e nós estamos prontos", relata o comunicado.

No ataque mais sangrento do domingo, homens armados invadiram um pequeno posto do exército iraquiano na cidade de Dujail antes do amanhecer, matando pelo menos 10 soldados e ferido outros oito, de acordo com policiais e funcionários de hospitais da cidade vizinha de Balad, cerca de 80 quilômetros ao norte de Bagdá. As autoridades falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a divulgar informações.

Horas depois, um carro bomba atingiu um grupo de recrutas policiais que esperavam em uma fila para se inscrever para vagas de trabalho na companhia estatal Northern Oil, nos arredores da cidade de Kirkuk, no norte do país.

No sul do país, bombas coladas em dois automóveis estacionados explodiram na cidade de Nasiriyah, dominada por xiitas, perto do consulado francês e de um hotel. Conforme o diretor-adjunto de saúde local, Dr. Adnan al-Musharifawi, nenhum diplomata francês estava entre os mortos. Em Paris, o Ministério das Relações Exteriores da França disse que "condena com a maior severidade" a onda de ataques no Iraque.

As informações são da Associated Press.

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