Roula Naeimeh/Reuters
Roula Naeimeh/Reuters

Ao menos 80 morrem em bombardeios na Síria

Cinegrafista de emissora libanesa morreu na região fronteiriça de Wadi Khaled por disparos efetuados por militares

Efe,

09 de abril de 2012 | 12h42

Cerca de 80 pessoas morreram nesta segunda-feira, 9, na Síria, a maioria pelo bombardeio do Exército sírio contra a província central de Hama e a setentrional de Aleppo, segundo os grupos opositores.

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Um dia antes de expirar o prazo para a aplicação do plano de paz na Síria, os ativistas dos Comitês de Coordenação Local (CCL) denunciaram a morte de pelo menos 30 pessoas na cidade de Tal Rafaat (Aleppo) e 29 em Latamna (Hama), entre estes últimos há 17 menores e oito mulheres.

Segundo explicou à Agência Efe o porta-voz dos CCL, Emad Hosari, as bombas destruíram edifícios inteiros em Tal Rafaat, enquanto foram ouvidas explosões e tiroteios em Izaz.

Em Latamna, o grupo opositor explicou que os corpos foram encontrados entre as ruínas de várias casas, que foram derrubadas pelos bombardeios com seus moradores no interior.

Outro reduto opositor castigado nesta jornada foi a província de Idlib, onde algumas cidades foram alvo de disparos, alguns efetuados desde aviões, e os campos próximos à fronteira com a Turquia foram incendiados.

Nesta região setentrional, os CCL documentaram a morte de onze pessoas, quatro delas em um campo de refugiados sírios na Turquia. Sobre este incidente, a versão turca fala sobre duas pessoas mortas pelos disparos de tropas do Exército sírio contra o acampamento.

Em outro fato semelhante, um cinegrafista de uma emissora libanesa morreu na região fronteiriça de Wadi Khaled por disparos procedentes do lado sírio e efetuados por militares.

Estes novos atos de violência acontecem horas antes de vencer o prazo dado até a terça-feira para a aplicação do plano de paz proposto pelo enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, que estipula o fim da violência.

Segundo dados da ONU, mais de 9 mil pessoas morreram na Síria desde o início das revoltas populares em março de 2011, enquanto mais de 200 mil se deslocaram a outras regiões dentro do país e 30 mil se refugiaram no exterior.

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