John Moore/Getty Images/AFP
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Ao menos 900 crianças imigrantes foram separadas de seus pais nos EUA em 2018

Segundo grupo de direitos humanos, para separar famílias, governo está acusando pais de delitos menores contra seus filhos

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2019 | 12h10

LOS ANGELES, ESTADOS UNIDOS - Ao menos 900 crianças imigrantes foram separadas de suas famílias na fronteira dos Estados Unidos com o México no ano passado, apesar de uma ordem judicial para o governo de Donald Trump parar com essa prática, informou nesta terça-feira, 30, a União Americana de Liberdades Civis (ACLU)

Em San Diego, o grupo de direitos humanos denunciou que o governo está acusando os pais de delitos menores, como infrações de trânsito e negligência, para seguir separando as crianças na fronteira. Um pai foi afastado de sua filha de 1 ano porque ele não trocou a fralda dela, exemplificou a ACLU. 

Em outro caso, uma menina de 3 anos foi separada do pai sob a alegação de que ele não podia provar que era realmente pai da criança. A família fez um teste de DNA que confirmou o vínculo, mas nesse período a garota foi abusada sexualmente enquanto estava detida.

Outro menino, de 4 anos, foi separado porque seu pai tinha um problema de fala que o impediu de responder às perguntas dos agentes da Patrulha da Fronteira, de acordo com a ACLU.

O governo Trump começou a separar as crianças de seus pais em maio do ano passado, como parte de uma política de "tolerância zero" em relação aos imigrantes que cruzam a fronteira ilegalmente. Mas seis semanas depois de começar a prática, que provocou indignação e protestos internacionalmente, o presidente mudou de posição e anunciou que seu governo deixaria de separar as famílias a menos que os pais representassem um "risco" para seus filhos. /AFP

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