Ao menos três partidários de Morsi morrem em protesto contra golpe

Manifestantes entram em confronto com a polícia em frente a prédio onde líder deposto está preso

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Atualização:

(Atualizada às 11h03)

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CAIRO - Milhares de partidários do presidente deposto do Egito Mohamed Morsi e da Irmandade Muçulmana saíram às ruas do país nesta sexta-feira, 5. Houve confrontos entre a polícia e partidários do líder em frente ao quartel da Guarda Republicana onde ele está sob prisão domiciliar.  Ao menos três pessoas morreram

"Que Deus devolva o poder a Morsi", gritavam os manifestantes. Integrantes da Irmandade pediram a seus seguidores que mantenham os protestos num nível pacífico.

"Nós declaramos nossa completa rejeição ao golpe militar realizado contra um presidente eleito e contra o desejo da nação", disse a Irmandade em comunicado, lido pelo clérigo sênior Abdel-Rahman el-Barr para a multidão que se aglomerava do lado de fora da mesquita Rabia al-Adawiya, na capital egípcia. "Nós nos recusamos a participar de qualquer atividade com as autoridades usurpadoras", diz o documento, que também pede aos partidários de Morsi que mantenham suas atividades de forma pacífica. Os manifestantes de  Rabia al-Adawiya pretendem marchar até o Ministério da Defesa nesta sexta-feira

 Na noite de quinta-feira, o coronel Ahmed Mohammed Ali escreveu, em sua página no Facebook, que o Exército e as forças de segurança não adotarão "quaisquer medidas excepcionais ou arbitrárias" contra qualquer grupo político. As Forças Armadas têm um "forte desejo de assegurar a reconciliação nacional, a justiça e a tolerância construtivas", escreveu ele, que afirmou ser contra o "regozijo" e a vingança e que apenas protestos pacíficos serão tolerados. O coronel também pediu que os egípcios não ataquem escritórios da Irmandade para evitar um "círculo infindável de represálias".

Mais cedo, um ataque coordenado realizado por militantes islâmicos deixou um morto na Península do Sinai. Homens usando máscaras realizaram ataques com foguetes, morteiros, granadas propelidas por foguete e armas antiaéreas contra o aeroporto el-Arish, onde aeronaves militares estão estacionadas. O campo de Segurança Central em Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza, e cinco postos militares e policiais também foram atacados. As forças de segurança revidaram o ataque e helicópteros militares sobrevoaram a área. O Egito fechou, por tempo indeterminado, seu posto de fronteira com a Faixa de Gaza após o ataque, o que obrigou 200 palestinos a voltarem ao território, informou o general Sami Metwali, diretor da passagem fronteiriça de Rafah. / AP

 

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