Tim Aylen/AP Photo
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Ao menos cinco mortos e 20 feridos após passagem do furacão Dorian nas Bahamas

Ministro das Bahamas afirmou que há relatos de corpos boiando, o que deve aumentar número de vítimas; Dorian avança com redução para categoria 3

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2019 | 16h48
Atualizado 04 de setembro de 2019 | 12h26

SAN JUAN, BAHAMAS - Ao menos cinco pessoas morreram e 20 ficaram feridas após a passagem do furacão Dorian pelas Ilhas Ábaco, no arquipélago das Bahamas, nesta segunda-feira, 2. 

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, na noite desta segunda.

Mais cedo, somente a morte de um menino de sete anos havia sido confirmada pelo Ministério do Turismo e Aviação do arquipélago.

"O governo das Bahamas confirma a morte nas ilhas Ábaco e continua a coletar informações, enquanto os esforços de resgate começam em locais que já são seguros". 

De acordo com a emissora "Eyewitness News" e o portal "Bahamas Press", o menino Lachino McIntosh morreu afogado devido ao forte aumento do nível do mar nas Ilhas Ábaco pela passagem do furacão.

Além dele, a irmã do garoto está desaparecida. A avó, Ingrid McIntosh, disse a "Eyewitness News" que recebeu a informação pela filha, mãe de Lachino, que achou o corpo do menino.

O número de vítimas será maior, de acordo com as autoridades. O ministro de Assuntos Exteriores de Bahamas, Darren Henfield, informou nesta segunda que há relatos de numerosos corpos boiando nas Ilhas Ábaco, a primeira afetada pelo Dorian nas Bahamas. 

"Temos informes de que corpos foram avistados, mas não podemos confirmar esses dados até sairmos e vermos", indicou Henfield em declarações à cadeia de TV ZNS. 

O fenômeno meteorológico avançou nesta segunda a uma velocidade de deslocamento de 2km/h pela ilha de Grand Bahama, com redução para categoria 3 e singela diminuição da velocidade dos ventos, a 200 km/h, segundo novo relatório do Centro Nacional de Furacões (NHC) em Miami, EUA. 

Segundo o comunicado, a situação é de "destruição extrema". O Dorian ficou uma hora em Grand Bahama. 

Ainda no domingo, o furacão devastou as Ilhas Ábaco, no nordeste, onde centenas de casas estão submersas e cabos elétricos foram rompidos, árvores despedaçadas e comunicações cortadas.

Os meteorologistas indicaram que o ciclone gerou rajadas de vento superiores às 200 milhas por hora (320 km/h) e elevou o nível do mar em até sete metros. Foi a tempestade mais poderosa que atingiu o arquipélago.

Segundo uma estimativa inicial da Cruz Vermelha, cerca de 13 mil casas poderiam ter sido danificadas ou destruídas durante a passagem do Dorian nas Bahamas.

O Dorian deve atingir a Flórida na noite de segunda-feira e "se moverá perigosamente" até quarta-feira, segundo o NHC. 

Além da Flórida, que já havia decretado estado de emergência na sexta-feira, os estados da Geórgia e Carolina do Sul também entraram em estado de emergência nesta segunda. 

A Flórida emitiu as primeiras ordens de retirada obrigatórias para Palm Beach. 

Na Carolina do Sul, o governador Henry McMaster decretou a retirada obrigatória da costa, afetando cerca de 800 mil pessoas, enquanto a Geórgia decidiu pela saída dos moradores de seis condados. / EFE, AP e AFP              

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